Evaristo Colmán (03 de junho de 2008)
Em 22 de maio, a Associação dos Docentes da UNIOESTE divulgou um boletim em que “avalia” a promessa dos valores do novo PCCS que o governo vai nos dar.
Ao contrário do método correto de calcular as perdas desde agosto de 1995 (última reposição geral de salários), este grupo que dirige o Comitê Estadual, desconta o incremento médio resultante do PCCS concedido pelo governo Lerner em 1997. Lembremos que naquela ocasião o Governador alterou a tabela por iniciativa dele e para equiparar a situação dos professores das IEES aos de outras categorias. NÃO FOI REPOSIÇÃO DE PERDAS!
Era esta a compreensão do movimento docente durante as greves de 2000 e de 2001-2002. Lembremos que fizemos seis meses de greve reivindicando 50,03%, que correspondia ao acumulado desde agosto de 95 a agosto de 2001. O que ocorreu depois para apagar a inflação acumulada entre 95 e 97? Nada, a não ser a vontade dos neo-pelegos agradarem o governo tentando assim conseguir alguma migalha.
A tabela abaixo mostra a que ponto chega a vontade de agradar ao governo:
Classes |
Perdas acumuladas em junho/2007 após a implantação do reajuste de 6,57% em maio/2007 (data-base) |
Perdas restantes após a revisão da carreira (ICV: mar/97 – mar/08) |
Auxiliar |
46,96% |
11,40% |
Assistente |
41,62% |
16,69% |
Adjunto |
31,15% |
8,06% |
Associado |
22,03 |
0,55% |
Titular |
33,12% |
9,68 |
Diz a ADUNIOESTE no seu boletim: “Para a diretoria do sindicato a proposta é razoável, pois reduz bastante as perdas salariais acumuladas.” Claro, basta para isso fraudar a forma de calcular as perdas!
Chega-se, por esse método, à situação dos associados, por exemplo, de aqui a pouco terem que devolver dinheiro ao governo.
Não sabemos por que os membros do Comitê, em Londrina, não divulgaram esta avaliação.
De nossa parte, reafirmamos: as perdas acumuladas antes da anunciada mudança dos valores do PCCS são muito maiores do que o Comitê calcula:
Classes |
Perdas calculadas pelo comitê estadual |
Perdas calculadas pela ADUEL |
Auxiliar |
46,96% |
86,90% |
Assistente |
41,62% |
80,12% |
Adjunto |
31,15% |
66,79% |
Associado |
22,03 |
55,19% |
Titular |
33,12% |
69,29% |
E do nosso calculo já estão descontados os 13,5% da greve de 2002, a reposição diferenciada de 2005 e os 6,57% de 2007.
A diferença do nosso cálculo é que o fazemos para defender o interesses dos docentes e não para agradar o governo.